segunda-feira, 20 de outubro de 2014

IDEIAS ESCRITAS



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O escritor serve-se da consciência para dominar os acontecimentos, expondo a sua visão do sentido do mundo, não permitindo, portanto, que aqueles possam pautar um qualquer  sentido oculto... 

Humberto Maranduva

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

EXCERTO

"(...) Naquele tórrido dia de Verão, por volta das três horas da tarde, Isaura Albuquerque Lima, estudante do 4º ano de Medicina, guardava, no seu pequeno saco de praia, a toalha, o biquini encarnado, o protector solar, uma garrafinha de água, a merenda, o passe dos Transportes Colectivos do Porto e o livrinho "O Primo Basílio", de Eça de Queirós; Nos olhos, os "Ray-Ban" da moda, e, na cabeça, um gracioso chapéu de palhinha fina. (...)"

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in, "A Paixão e Ressurreição do Soldado" - Versbrava - 2014

Pedidos da obra, através de mensagem privada do Facebook do autor: https://www.facebook.com/manuel.bragancadossantos


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

NO LIMIAR DO DESEJO





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No vento o sopro de fugidias arestas
sons de folhas a pulsar no horizonte
palavras sussurradas no limiar do desejo
melodias ausentes no interior dos dias

Um corpo de mulher no ocaso das horas
a magia alucinada na vertigem de te ver
a pura evidência na ternura dos teus gestos 
a fragrante delicadeza do perfume da flor

A luz do silêncio à boca das palavras 
a oscilação dinâmica da mais subtil convergência
a vibração do ser absoluto e latente 
na nudez tremeluzente do teu ser

Assim caminho para além da substância 
num permanente regresso ao fogo inicial
por ser o espaço e o tempo indizíveis
o mais secreto instante de pureza inabalável  

domingo, 21 de setembro de 2014

RIA DE AVEIRO

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Derreada ria
poema latente
discreta melodia
esforçado júbilo
espelho meu
oscilante desejo 
plúmbeo lençol agreste 
refulgente sonho argentino
no abandono das marés

No âmago do teu seio
aprisionas o tempo
aceso na memória 
de um outro tempo

Liberta-te das horas 
que já não contam 
aflora a emergência de sempre 
ancorada no anseio primordial
indelével memória inexorável 
irrepetível una irreprimível
discreta melodia 
poema latente
derreada ria
espelho meu...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ESTRELA

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Plantado na paisagem
busco a estrela da magia
vislumbrando a tua imagem
quer de noite quer de dia

Sou um barco a vogar
sob a chuva que me gela
minha estrela vai brilhar
há muito espero por ela

Ei-la enfim no firmamento 
tão perto e tão longe afinal
oh que doce encantamento 
ninguém mais lhe fará mal

E tu Terra és testemunha
após ao Sol teres dado volta
eu minha vida depunha
pra minha estrela ser solta

terça-feira, 26 de agosto de 2014

PORFIA

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Não sei mais o que te diga
não sei mais o que te faça...

Faz dos versos os sentidos
dos silêncios madrugadas
dos nossos passos perdidos
o brilho de mil espadas

terça-feira, 12 de agosto de 2014

QUERO-TE

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Quero-te deusa despida de virtude
tão bela e minha e nua
como se fosses o sonho
de um só desejo por navegar
de uma só água ou olhar
perdida na antiguidade obscurecida
da memória

Quero-te ainda e sempre evocação
de ninfa que nimbo inerte
tão só por mim esculpida
junto à ânsia de te ver
mármore
tão leve e verde e móvel
erguida em plenitude
cerce o desejo de voar
In "O Rumo e o Sonho" - Fólio Edições - 2001