segunda-feira, 10 de novembro de 2014

RETRATO



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Revelei o teu retrato
ninguém mais pode fazê-lo

No fundo o mar o vento
nos teus cabelos o tempo
no teu olhar as marés
o teu corpo nos rochedos
barco à vela no meu peito

Revelei o teu retrato
ninguém mais pode fazê-lo

Os teus seios à deriva
são ilhas de branca espuma
são dunas de seiva pura

na enseada do teu ventre
nas amarras dos teus membros
para sempre fico ancorado
tão bela de seres quem és

Tu inundas toda a praia
sabes que estou a teus pés

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

HOLÍSTICO ABSTRACTO CORPO





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Criação estética minha
holístico abstracto corpo
vida distante subjectivado eros
desejo interiorizado de alma

Nostálgica aspiração 
remate utópico
existência sensual de fruição
sensível experiência lírica

Holístico abstracto corpo
meu frágil e inacabado momento
dissonância metafísica
afectiva esfera imanente de sentido
criação estética minha...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

IDEIAS ESCRITAS



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O escritor serve-se da consciência para dominar os acontecimentos, expondo a sua visão do sentido do mundo, não permitindo, portanto, que aqueles possam pautar um qualquer  sentido oculto... 

Humberto Maranduva

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

EXCERTO

"(...) Naquele tórrido dia de Verão, por volta das três horas da tarde, Isaura Albuquerque Lima, estudante do 4º ano de Medicina, guardava, no seu pequeno saco de praia, a toalha, o biquini encarnado, o protector solar, uma garrafinha de água, a merenda, o passe dos Transportes Colectivos do Porto e o livrinho "O Primo Basílio", de Eça de Queirós; Nos olhos, os "Ray-Ban" da moda, e, na cabeça, um gracioso chapéu de palhinha fina. (...)"

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in, "A Paixão e Ressurreição do Soldado" - Versbrava - 2014

Pedidos da obra, através de mensagem privada do Facebook do autor: https://www.facebook.com/manuel.bragancadossantos


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

NO LIMIAR DO DESEJO





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No vento o sopro de fugidias arestas
sons de folhas a pulsar no horizonte
palavras sussurradas no limiar do desejo
melodias ausentes no interior dos dias

Um corpo de mulher no ocaso das horas
a magia alucinada na vertigem de te ver
a pura evidência na ternura dos teus gestos 
a fragrante delicadeza do perfume da flor

A luz do silêncio à boca das palavras 
a oscilação dinâmica da mais subtil convergência
a vibração do ser absoluto e latente 
na nudez tremeluzente do teu ser

Assim caminho para além da substância 
num permanente regresso ao fogo inicial
por ser o espaço e o tempo indizíveis
o mais secreto instante de pureza inabalável  

domingo, 21 de setembro de 2014

RIA DE AVEIRO

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Derreada ria
poema latente
discreta melodia
esforçado júbilo
espelho meu
oscilante desejo 
plúmbeo lençol agreste 
refulgente sonho argentino
no abandono das marés

No âmago do teu seio
aprisionas o tempo
aceso na memória 
de um outro tempo

Liberta-te das horas 
que já não contam 
aflora a emergência de sempre 
ancorada no anseio primordial
indelével memória inexorável 
irrepetível una irreprimível
discreta melodia 
poema latente
derreada ria
espelho meu...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ESTRELA

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Plantado na paisagem
busco a estrela da magia
vislumbrando a tua imagem
quer de noite quer de dia

Sou um barco a vogar
sob a chuva que me gela
minha estrela vai brilhar
há muito espero por ela

Ei-la enfim no firmamento 
tão perto e tão longe afinal
oh que doce encantamento 
ninguém mais lhe fará mal

E tu Terra és testemunha
após ao Sol teres dado volta
eu minha vida depunha
pra minha estrela ser solta