 |
| Imagem do Google |
Revelei o teu retrato
ninguém mais pode fazê-lo
No fundo o mar o vento
nos teus cabelos o tempo
no teu olhar as marés
o teu corpo nos rochedos
barco à vela no meu peito
Revelei o teu retrato
ninguém mais pode fazê-lo
Os teus seios à deriva
são ilhas de branca espuma
são dunas de seiva pura
na enseada do teu ventre
nas amarras dos teus membros
para sempre fico ancorado
tão bela de seres quem és
Tu inundas toda a praia
sabes que estou a teus pés
 |
| Imagem do Google |
Criação estética minha
holístico abstracto corpo
vida distante subjectivado eros
desejo interiorizado de alma
Nostálgica aspiração
remate utópico
existência sensual de fruição
sensível experiência lírica
Holístico abstracto corpo
meu frágil e inacabado momento
dissonância metafísica
afectiva esfera imanente de sentido
criação estética minha...
 |
| Imagem do Google |
O escritor serve-se da consciência para dominar os acontecimentos, expondo a sua visão do sentido do mundo, não permitindo, portanto, que aqueles possam pautar um qualquer sentido oculto...
Humberto Maranduva
"(...) Naquele tórrido dia de Verão, por volta das três horas da tarde, Isaura Albuquerque Lima, estudante do 4º ano de Medicina, guardava, no seu pequeno saco de praia, a toalha, o biquini encarnado, o protector solar, uma garrafinha de água, a merenda, o passe dos Transportes Colectivos do Porto e o livrinho "O Primo Basílio", de Eça de Queirós; Nos olhos, os "Ray-Ban" da moda, e, na cabeça, um gracioso chapéu de palhinha fina. (...)"
 |
| Imagem do Google |
in, "A Paixão e Ressurreição do Soldado" - Versbrava - 2014
Pedidos da obra, através de mensagem privada do Facebook do autor: https://www.facebook.com/manuel.bragancadossantos
 |
| Imagem do Google |
No vento o sopro de fugidias arestas
sons de folhas a pulsar no horizonte
palavras sussurradas no limiar do desejo
melodias ausentes no interior dos dias
Um corpo de mulher no ocaso das horas
a magia alucinada na vertigem de te ver
a pura evidência na ternura dos teus gestos
a fragrante delicadeza do perfume da flor
A luz do silêncio à boca das palavras
a oscilação dinâmica da mais subtil convergência
a vibração do ser absoluto e latente
na nudez tremeluzente do teu ser
Assim caminho para além da substância
num permanente regresso ao fogo inicial
por ser o espaço e o tempo indizíveis
o mais secreto instante de pureza inabalável
 |
| Foto do Blogger |
Derreada ria
poema latente
discreta melodia
esforçado júbilo
espelho meu
oscilante desejo
plúmbeo lençol agreste
refulgente sonho argentino
no abandono das marés
No âmago do teu seio
aprisionas o tempo
aceso na memória
de um outro tempo
Liberta-te das horas
que já não contam
aflora a emergência de sempre
ancorada no anseio primordial
indelével memória inexorável
irrepetível una irreprimível
discreta melodia
poema latente
derreada ria
espelho meu...
 |
| Imagem do Google |
Plantado na paisagem
busco a estrela da magia
vislumbrando a tua imagem
quer de noite quer de dia
Sou um barco a vogar
sob a chuva que me gela
minha estrela vai brilhar
há muito espero por ela
Ei-la enfim no firmamento
tão perto e tão longe afinal
oh que doce encantamento
ninguém mais lhe fará mal
E tu Terra és testemunha
após ao Sol teres dado volta
eu minha vida depunha
pra minha estrela ser solta