quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

BÚZIOS DE SILÊNCIO



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Nem mesmo no poema 
direi de ti todos os segredos

Mesmo aqueles que ribombam
ecos sem sentido
na transparência da palavra 
cruelmente ofuscada
à mesa de sombrios delírios 
serão búzios de silêncio
pavor e desespero 

Já subi todas as colinas 
serras e montanhas
promontórios e ravinas 
para te dar o Sol de cada dia
na alma que procuravas 

Resta-me triturar nos lábios 
o abandono destes dias 
a dor
o queixume
a fantasia de quem bebeu o rio
verde da quietude
e hoje entardece
no mar do desassossego

Nem mesmo assim
direi de ti todos os segredos

5 comentários:

  1. Cumplicidade e lealdade numa linda inspiração, que só mesmo o amor e a sensibilidade possam permitir.
    Bravo Humberto, parabéns amigo.
    Abraços de paz e luz.

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  2. Um poema de um amor em sobressalto, mas lúcido e cúmplice... Gostei muito.
    Beijo.

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  3. Mas há um segredo que não esconderás, mesmo que a essência da palavra o oculte: o teu lirismo é fantástico!
    Aquele abraço, querido amigo Manel!

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  4. Mas há um segredo que não esconderás, mesmo que a essência da palavra o oculte: o teu lirismo é fantástico!
    Aquele abraço, querido amigo Manel!

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  5. Mas há um segredo que não esconderás, mesmo que a essência da palavra o oculte: o teu lirismo é fantástico!
    Aquele abraço, querido amigo Manel!

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