domingo, 30 de novembro de 2014

COMO SE NADA FOSSE




Imagem do Google



Como se nada fosse
anunciaste o silêncio

Sinto a tua seiva na garganta
redimindo a sede de infinito
como se o sonho ou o sobressalto 
fosse a luz que embriaga a distância

Nenhuma outra flor ou fruto
tranquiliza a delirante insónia
do vazio que hoje grito
em torno da chama do poema
que incendiavas nas pétalas da palavra
no centro da corola do teu corpo
nas labaredas dos sentidos 
na fúria do tempo consumido

Nenhuma outra flor ou fruto
sustenta em mim 
a eternidade da memória



3 comentários:

  1. A minha seiva que brotou da tua seiva..poeta ondulante e apaixonado pela palavra

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  2. Agradeço o comentário, Maria Miranda, mas não a estou mirando.
    Não quer ter uma palavra mais, nesse sentido, para mim?
    Beijinhos.

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  3. Muito lindo como a propria sensualidade bem inserida numa forma poética de fino trato. Aplausos Humberto. Aqui se aprende poesia.
    Abraços amigo.

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