sexta-feira, 21 de novembro de 2014

(A)MAR


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Nem eu sei se já nasci
nas evocações nos presságios no assombro
por entrever a última origem das coisas
na alma da natureza no cosmos
no absoluto na poesia no mito
no corpo da liberdade
na fénix renascida
na revolta do meu grito

Ocupas o infinito ainda e sempre
no meu juízo sem noite nem dia
na liberdade do destino
na vida da morte de mil cores
na força da fraqueza
na ânsia do prazer
no êxtase do tormento

Nem eu sei se já nasci
embora possa soletrar
neste muro de silêncio
a força da palavra (A)MAR

4 comentários:

  1. És muito bom no romance
    Mas a poesia é o teu MAR
    o teu Amar.
    Belissima, querido amigo
    Aquele abraço!

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  2. Nascer no mar alto, na desordem das ondas. Nascer e renascer para o amor.
    Muito belo, amigo.
    Beijo.

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  3. Amar e amar sem nada temer além de se permitir amar.
    Viver neste infinito e por ele tecer os caminhos mais lindos da poesia.
    Isto é Humberto, o mestre.

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