domingo, 15 de março de 2015

BATEL

Imagem do Google


Não vou viver apenas lembranças
beber oásis presos na memória
ver naufragar o barco da vitória
já que sonhei de sempre outras andanças


Que aconteceu amor às tuas tranças?
Sempre tão fortes negras foram glória
de reinados castelos são a história
do amor com mais valor que mil fianças


Não vou viver de penas nem saudade
antes te quero a ti feita verdade
abrigo onde ancorar nosso batel


Que vejo já tão perto sonolento
trazido docemente pelo vento 
em redor o arco-íris faz anel.

1 comentário:

  1. Um excelente soneto, cheio de sentimento e esteticamente perfeito.
    Beijo.

    ResponderEliminar