segunda-feira, 19 de outubro de 2015

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Imagem do Google


Agarro-me aos sentidos 
no sentido das imagens
que brotam sem sentido algum
na ausência das formas prometidas

Mas paira ainda no ar 
a substância do teu corpo
essa terra sedenta de desejo
a lavrar a dimensão simbólica
do teu seio redentor 

Nos ecos da palavra
desenha-se a tua boca
num vislumbre de fruta
madura vermelha e doce
como no acto do beijo

No erotismo da palavra
ergue-se a fantasia sensual
e na pureza do instante
com que nos brinda o silêncio
os sentidos que nos prendem 
são por si só uma evidência

1 comentário:

  1. A memória dos sentidos. Cada verso repetido é um desejo...
    Um beijo, amigo.

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